quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PSICOLOGIA EDUCACIONAL

A psicologia educacional visa intervir quer a nível da família e da escola quer de outras instituições, com o propósito de melhorar os processos de ensino/aprendizagem e, assim, dar um contributo eficaz para o desenvolvimento global do aluno e das pessoas em geral.

Um dos aspectos mais significativos desta área consiste no estudo de problemas que surgem na educação de crianças e jovens, nomeadamente, dificuldades de aprendizagem, problemas de relacionamento social, conflitos emotivos e motivacionais, etc.

Para ajudar na resolução destes problemas, muitas escolas dispõem de um psicólogo escolar, cujas funções incluem as seguintes:

1. Avaliação das necessidades educativas do aluno.
2. Orientação e aconselhamento escolar e vocacional.
3. Discussão e proposta de medidas que visem a melhoria da acção educativa.
4. Formação e aconselhamento familiar.
5. Intervenção socioeducativa.

Com o conhecimento progressivo das variáveis que influenciam o processo educativo, a psicologia educacional tem-se empenhado mais na prevenção dos problemas do que na sua remediação. Nesse sentido, os psicólogos têm investido na promoção de acções de formação para professores e outros agentes educativos. Tais acções visam debater problemas relacionados com as características dos alunos, com as atitudes dos pais e dos professores e com as estratégias de ensino.

Psicologia do trabalho e das organizações

Esta área da psicologia tem como principal objectivo melhorar a eficiência, a satisfação e o bem-estar das pessoas no exercício da sua profissão. Com esse objectivo, e em cooperação com especialistas de diversas áreas, o psicólogo participa em programas que procuram melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Os psicólogos organizacionais exercem actividades muito diversas que incluem as seguintes:
1 – selecção de pessoal.
2 – estudo de relações interpessoais.
3 – detecção de conflitos e tensões entre grupos.

4 – alívio do stress.

5 – adaptação dos trabalhadores ao ambiente físico (temperatura, humidade, ruído, luminosidade) e às máquinas que utilizam.
O âmbito de intervenção da psicologia organizacional tem vindo a tornar-se cada vez mais alargado, em correlação com o actual agravamento de problemas relativos à poluição ambiental, à superpopulação, ao aumento de tráfego ou à proliferação de maquinarias e de equipamentos modernos de todo o tipo.
O que alarga também o âmbito da psicologia do trabalho é o desenvolvimento da indústria de bens de consumo como automóveis, brinquedos, telemóveis, aviões, fogões, móveis, detergentes, frigoríficos e computadores, cuja produção tem de obedecer a normas de qualidade e de segurança, de modo a não afectar quem os produz ou quem os utiliza.

Psicologia Desportiva

A psicologia do desporto é um ramo da psicologia que se ocupa do comportamento do indivíduo nas situações de prática do desporto e dos fenómenos psicológicos ligados ao seu desempenho.
Deste conceito se depreende que a psicologia do desporto incide em respostas observáveis (o desporto traduz-se, essencialmente, por um conjunto de reacções motoras) e outras mais discretas, ocorridas no interior das pessoas (o desportista é um indivíduo com interesses, afectos e valores próprios). Neste sentido, o objectivo prioritário consiste na promoção do bem-estar do atleta, isto é, do funcionamento equilibrado do corpo e da mente, sem o que lhe é impossível corresponder às expectativas do público.
O conceito de situação de prática desportiva não se restringe aos momentos de competição, abrangendo os conceitos de aprendizagem, de treino, de estágio, de deslocações e de tudo o que ocorre depois do desempenho, como as vivências ligadas aos louros da vitória ou às amarguras da derrota. Há fama e há glória, mas também há que suportar as consequências negativas de lesões. Há infortúnios, desconsiderações, incompreensões e abandonos. Há uma complexidade de relações interpessoais, nem sempre agradáveis, com colegas de equipa, adversários, treinadores e dirigentes desportivos. Há o público e os órgãos de comunicação social, sempre prontos a admirar, a elogiar, a premiar, mas também a criticar e a denegrir, quantas vezes por meios impiedosos e incorrectos.

Daqui resultam razões mais que justificativas da implementação da psicologia do desporto. Se outras não houvesse, bastaria o facto de se tratar de uma actividade específica, sempre desempenhada em situação de palco ou de arena, de uma actividade que se nutre, exerce e atinge os objectivos em contexto de competição. Efectiva-se sempre contra alguém, o que torna inevitável a incerteza da vitória ou da derrota, e esta tensão é, no mínimo, desgastante.
O comité olímpico americano considera que a intervenção da psicologia do desporto deve fazer-se atendendo a três vectores fundamentais: clínico, educacional e de investigação.
Vector clínico (tem como objectivo ajudar os atletas com dificuldades de adaptação às situações específicas do desporto): 1 – elaboração de diagnósticos; 2 – orientação de uma psicologia adequada; 3 – investigação e desenvolvimento de terapias de neuroses, psicoses e outros distúrbios; 4 – aconselhamento de desportistas com problemas relacionados com drogas ou obesidade.
Vector educacional (tem como objectivo potenciar as capacidades dos atletas): 1 – fornecer informação respeitante ao desenvolvimento do atleta, aos aspectos relacionados com a sua motivação, dificuldades de aprendizagem, ou optimização do desempenho; 2 – participar em equipas técnicas de apoio ao atleta, em conjunto com o médico, treinador, fisioterapeuta, etc.; 3 – ensinar formas de controlar o stress, a atenção, etc.
Vector de investigação: tem como objectivo conhecer e caracterizar as diferentes actividades desportivas, as capacidades psicológicas que exigem e os factores que podem contribuir para a prestação de provas rentáveis.

A Psicologia de Orientação Vocacional e Profissional

A orientação vocacional e profissional deve ser um processo a acompanhar o trajecto escolar, intelectual e emocional dos jovens e não um recurso de última hora, quando estão prestes a enveredar por uma profissão ou um curso superior. Porém, é nestas ocasiões que mais se sentem inquietos quanto à carreira a seguir e que os pais se interrogam quanto ao futuro profissional dos filhos.
O psicólogo de orientação vocacional e profissional deve promover o desenvolvimento dos jovens, contribuindo para que encabecem um projecto de vida que corresponda a uma escolha pessoal bem fundamentada.

Hoje em dia, uma das tarefas mais importantes da orientação vocacional e profissional é consciencializar os jovens das alterações que ocorrem no mundo e na vida, e da necessidade que as pessoas têm de ser flexíveis em termos de reorganização do futuro. No mundo actual, nada é definitivo; não há empregos fixos, carecendo de garantia de continuidade. Aprender, reaprender, estabelecer novas metas, estar disposto a mudar, estar disponível para recomeçar são competências cruciais para a adaptação a uma sociedade em que aquilo que existe de mais estável é a sua eterna mudança

PSICOLOGIA DO TRABALHO E DAS ORGANIZAÇÕES

Esta área da psicologia tem como principal objectivo melhorar a eficiência, a satisfação e o bem-estar das pessoas no exercício da sua profissão. Com esse objectivo, e em cooperação com especialistas de diversas áreas, o psicólogo participa em programas que procuram melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 Os psicólogos organizacionais exercem actividades muito diversas que incluem as seguintes:

 1 – selecção de pessoal.

2 – estudo de relações interpessoais.

3 – detecção de conflitos e tensões entre grupos.

4 – alívio do stress.

5 – adaptação dos trabalhadores ao ambiente físico (temperatura, humidade, ruído, luminosidade) e às máquinas que utilizam.

O âmbito de intervenção da psicologia organizacional tem vindo a tornar-se cada vez mais alargado, em correlação com o actual agravamento de problemas relativos à poluição ambiental, à superpopulação, ao aumento de tráfego ou à proliferação de maquinarias e de equipamentos modernos de todo o tipo.

 O que alarga também o âmbito da psicologia do trabalho é o desenvolvimento da indústria de bens de consumo como automóveis, brinquedos, telemóveis, aviões, fogões, móveis, detergentes, frigoríficos e computadores, cuja produção tem de obedecer a normas de qualidade e de segurança, de modo a não afectar quem os produz ou quem os utiliza.

A Psicologia Criminal/Forense

A psicologia criminal ou forense é um ramo da psicologia ao serviço do direito e da justiça, apostada na salvaguarda dos direitos dos cidadãos e no bem comum da sociedade.
Basicamente, há dois aspectos em que o trabalho da psicologia criminal pode ser útil:
1 – Junto das testemunhas, isto é, daqueles que em tribunal vão depor a sua versão da ocorrência. Neste caso, a psicologia pode contribuir para o apuramento da verdade dos factos. A psicologia criminal preocupa-se com a sinceridade das testemunhas, a fim de avaliar a credibilidade dos relatos. Além disso, é perfeitamente possível que em depoimentos de pessoas conscienciosas surjam equívocos e ambiguidades a comprometer o apuramento escrupuloso da verdade.
2 – Junto dos réus, pode contribuir para a avaliação do seu grau de culpabilidade e para a determinação da natureza da pena que deve ser proporcional à responsabilidade do criminoso. A psicologia criminal procura, a este propósito, indagar o passado do réu, tentando reconstituir o seu percurso de vida para detectar os antecedentes que possam ter contribuído para a infracção. É que o mesmo acto praticado por duas pessoas pode implicar responsabilidades diferentes. À psicologia compete descobrir o grau de responsabilidade, atendendo a atenuantes e a agravantes, como, por exemplo, a premeditação, a intenção, condições psicológicas especiais, efeitos de drogas, reincidência, etc. Trata-se de encontrar uma pena justa, de harmonia com a particularidade de cada caso.
Outras questões são ainda preocupantes para a psicologia forense. Até que ponto a pena aplicada contribui para a reeducação do criminoso? Não acentuará, antes, as suas tendências anti-sociais? Não seria possível uma punição que recuperasse o delinquente e permitisse a sua reinserção social? O recurso a pulseiras electrónicas não se prestaria a esta função?

PSICOLOGIA CLÍNICA

A maior parte dos psicólogos trabalha em psicologia clínica, ou seja, na aplicação dos princípios psicológicos ao diagnóstico e tratamento de problemas emocionais e comportamentais. Entre esses problemas contam-se as dificuldades de relacionamento social, delinquência juvenil, dependência de drogas, conflitos conjugais ou familiares, crises de ansiedade, doenças mentais, criminalidade, depressão, perda de contacto com a realidade e outros.
A psicologia clínica cobre, assim, toda uma imensa área em que as pessoas não estão bem consigo próprias, se sentem perturbadas, com dificuldades de relacionamento com os outros e até com a incapacidade de se adaptar ao trabalho.
Este psicólogo não dispõe de um manual de receitas que possa aplicar aos clientes de modo indiscriminado. Para que a sua acção nutra os efeitos desejáveis, tem de ter presente que cada caso é um caso que reclama atenção individualizada. Nesse sentido, procura estabelecer uma relação empática com o cliente e refazer com ele a sua história pessoal de vida, com particular incidência na infância. Este período é propício à vivência de frustrações e outros acontecimentos traumáticos, base de perturbações posteriores.
Tendo por objectivo prevenir, diagnosticar e tratar casos concretos de pessoas com perturbações psicológicas relativas à sua inserção nos contextos sociais, cabe ao psicólogo clínico fazer o diagnóstico, a partir dos sintomas que o cliente lhe revela em entrevistas presenciais, em questionários e em testes. A partir daí, o psicólogo pode intervir incidindo a sua acção sobre o indivíduo ou, se necessário, actuando junto da família e de grupos com que o paciente normalmente convive.

Psicologia Aplicada em Portugal

Nesta área trabalham psicólogos que, tirando partido das conclusões obtidas na investigação, procuram aplicá-las nos contextos mais diversos da vida, desde a escola às prisões e aos tribunais, passando pelo desporto e pelo mundo do trabalho.

Deste modo, podemos encontrar psicólogos a exercer a sua actividade em consultórios privados, centros de saúde, clínicas, hospitais, empresas, clubes desportivos, estabelecimentos de ensino, quartéis, autarquias, centros de atendimento a toxicodependentes, centros sociais, centros de formação, onde procuram, com diversas estratégias, solucionar problemas psicoemocionais das pessoas. Procuram ainda elaborar planos e desenvolver acções no sentido preventivo e de promoção do desenvolvimento.

Em Portugal, a investigação psicológica encontra-se numa etapa ainda incipiente, dedicando-se a maior parte dos psicólogos a realizar tarefas de intervenção, essencialmente voltadas para a resolução de problemas práticos.

A intervenção faz-se a vários níveis, como o individual, o grupal, o familiar, o profissional ou o comunitário, e em áreas diversificadas, como, por exemplo, a psicologia educacional, a psicologia do trabalho e das organizações, a psicologia de orientação vocacional e profissional, a psicologia clínica, a psicologia criminal/forense e a psicologia desportiva.

O que é a psicologia