quarta-feira, 18 de abril de 2012

Estereótipos - vantagens e desvantagens

ESTEREÓTIPOS:
Conjunto de crenças ou modos de pensar que generalizam ou atribuem a todos os indivíduos de um grupo características que se podem encontrar apenas em alguns. Podem ser positivos ou negativos.

VANTAGENS:

- Manifestam elevado poder cognitivo e preditivo, o que nos permite movimentar com segurança no grupo social e fazer antecipações em relação ao que vai acontecer.
- Apresentam uma enorme eficácia quanto à integração social dos indivíduos, já que são respostas aprendidas no contacto social cuja utilização faz com que nos sintamos devidamente integrados no grupo.
- Integram-nos no grupo a que pertencemos, assegurando a sua coesão e unidade face a outros grupos.

DESVANTAGENS:

- Assinalam o triunfo das aparências sobre a realidade.
- Podem ser factores de tensão e de conflito entre grupos.
- Exprimem uma moralidade fechada e muitas vezes mesquinha.
- Inibem ou impedem que consideremos os membros dos outros grupos enquanto indivíduos.
- Limitam as nossas expectativas quanto às atitudes e comportamentos dos membros do grupo estereotipado.

Tipos de grupo: primários e secundários

 

Grupos primários:
  • Pequenas dimensões;
  • Caracterizados fundamentalmente por motivações afectivas;
  • A comunicação é directa;
  • As relações são muito frequentes;
  • Caracterizam-se pela informalidade e espontaneidade;
  • Regras flexíveis
Exs: famíia, grupos de amigos, a turma.

Grupos secundários
  • Maior número de elementos que os primários;
  • A comunicação e as relações que se estabelecem não são directas;
  • O relacionamento está marcado pela formalidade e impessoalidade;
  • Regras explícitas.
    Exs: sindicatos, partidos políticos.

CARACTERÍSTICAS DE UM GRUPO:
  • Unidade social constituída por uma ou mais pessoas que:
  • Interagem com frequência e estabilidade temporal;
  • Partilham de normas e valores comuns;
  • Participam de um sistema de papéis;
  • Cooperam para atingir determinado objectivo;
  • Reconhecem e são reconhecidos pelos outros como pertencentes ao grupo.

Um grupo não é um aglomerado de pessoas nem uma categoria sociológica:


Aglomerado de pessoas – conjunto de pessoas que, embora possam interagir por alguns momentos, têm como característica essencial a proximidade física ou estarem espacialmente juntas.


Categoria sociológica – conjunto de pessoas que têm algumas características em comum, como a pertença a uma mesma etnia, o desempenho da mesma profissão (…) mas maioria dos membros não se conhece, nunca interagiu.

A ideia de que as atitudes permitem prever o comportamento das pessoas é válida como princípio, como explicação geral, que pressupõe um carácter estável e consistente na sua organização mental.
Porém, nem sempre assim acontece, havendo pessoas que defendem o pagamento de impostos por questões de solidariedade e justiça social, mas cometem fraudes na declaração de impostos; há também pessoas que amam os filhos, sacrificam-se por eles, desejam o seu bem-estar, mas aplicam-lhes violentos castigos corporais; há pessoas que se pronunciam contra o racismo, que têm amigos de outra cor de pele, mas opõem-se ao alojamento de ciganos no seu prédio; há pessoas que consideram que os ciganos roubam os produtos que vendem e têm-nos como desonestos e vigaristas, mas compram os objectos que eles vendem a “bom” preço.
Psicólogos sociais como Festinger falam a este respeito de dissonância cognitiva, referindo a existência simultânea de cognições que não se ajustam entre si. Por exemplo, se uma pessoa acreditar que fumar provoca o cancro e, apesar disso, continua a fumar, vive numa situação de dissonância cognitiva, facto que o deixa incomodado em virtude da contradição ou inconsistência psicológica em que se sente envolvido. É que nem sempre as atitudes resultam da conjugação harmoniosa dos factores intelectuais e afectivos. Há casos, como este, em que a componente afectiva é dominante. Assim, o fumador, sabendo dos malefícios do tabaco, devia pôr de lado os cigarros, o que eliminaria o seu mal-estar psicológico. Porém, não o faz, porque o cigarro lhe sabe bem. A consciência dos perigos que corre entra em conflito com o prazer de fumar e a vitória acaba por ser levada pela afectividade.
Para aliviar a tensão psicológica, é provável que a pessoa procure diminuir a importância dos elementos dissonantes, recorrendo a argumentos do tipo:

- Há fumadores de idade avançada que vendem saúde.

- Há pessoas que nunca fumaram e têm cancro.

- Ter cancro depende mais da predisposição genética do que do tabaco e na minha família não há casos de cancro.

- Mais vale morrer feliz aos 70 anos do que infeliz aos 80.

Segundo a teoria da dissonância cognitiva, para reduzir a tensão psicológica, as pessoas tendem a racionalizar e a distorcer a realidade, adoptando atitudes que se ajustem melhor ao seu comportamento.

Conclusão:

A dissonância cognitiva é o estado psicológico relativamente desagradável que pode viver-se quando tomamos consciência da discrepância entre as nossas atitudes e o nosso comportamento.

COMPONENTES DAS ATITUDES

As atitudes não são directamente observáveis, podendo ser inferidas a partir dos comportamentos, ou seja, daquilo que o indivíduo faz e diz. As actuações são o aspecto visível das atitudes que lhes estão na base. Em qualquer atitude é possível distinguir três componentes:

- Componente intelectual ou cognitiva:

Esta componente tem a ver com as crenças, ou seja, com aquilo que pensamos, que sabemos, ou que julgamos saber. Identifica-se com o que tomamos por verdadeiro. Quando afirmamos que a leitura desenvolve o espírito ou que o tabaco provoca o cancro, emitimos juízos que pensamos corresponderem à realidade por obterem confirmação na experiência e nas investigações científicas. [“eu penso, eu sei, eu julgo que…”].

- Componente emocional ou afectiva:

Esta componente é de carácter afectivo ou valorativo e refere-se aos sentimentos positivos ou negativos que nutrimos relativamente aos objectos, às pessoas, às situações e às ideias. Movemo-nos em função de preferências, afirmando “eu gosto” ou “eu prefiro”. Aprecio a leitura de bons livros? Que valor dou à saúde e à doença? Qual o prazer do tabaco?

- Componente comportamental:

É o resultado das interacções estabelecidas entre os elementos cognitivos e afectivos. Trata-se de uma predisposição ou intenção relativamente ao que pretendemos fazer ou dizer, ou seja, da tendência para reagir e actuar de dada forma. É o desejo de adquirir livros para ler, ou a vontade de não pôr um cigarro na boca.

Se o homem se dispusesse a agir apenas a partir da primeira destas componentes, o seu comportamento seria a expressão inequívoca e directa do seu modo de pensar. Em relação aos exemplos dados, todas as pessoas comprariam livros para ler e deixaria de haver fumadores. Porém, isso não se verifica. É que o homem não age apenas com base naquilo que sabe ou conhece. O que sabe tem que interagir com elementos relativos ao que aprecia, valoriza, prefere ou rejeita, antes de se determinar a agir num sentido positivo ou negativo.

ATITUDE E COMPORTAMENTO

As atitudes não são observadas directamente. São inferidas da coerência do comportamento que um indivíduo manifesta em relação a um objecto social. Se conhecermos a atitude de uma pessoa podemos prever o seu comportamento; se conhecermos o seu comportamento, podemos inferir a sua atitude.

Por exemplo, quando uma pessoa evita sistematicamente qualquer contacto com os membros de uma certa raça, quando manifesta indícios de aversão e desagrado na presença deles ou sempre que alguém os menciona, e quando repetidamente formula comentários depreciativos sobre os membros dessa raça, inferimos que essa pessoa alimenta atitudes negativas em relação a esse grupo social. A atitude negativa inferida (preconceito racial) é então usado para explicar o comportamento observado.

ATITUDE E SUAS CARACTERÍSTICAS

Atitudes crenças, ideias, sentimentos que nos predispõem para responder a objectos, pessoas e situações de forma positiva ou negativa.
As atitudes não são comportamentos, mas sim predisposições para agir com base em certas crenças e determinados sentimentos.

Possuímos saberes que se fazem acompanhar de sentimentos desagradáveis que nos levam a reagir sob a forma de protesto, ou a fazer qualquer coisa para minorar a situação. É o caso de sabermos que há crianças a morrer de subnutrição, outras a ser vítimas de abuso sexual, etc.
Perspectivas como estas que, revestindo-se de tonalidades afectivas, nos impulsionam a agir recebem o nome de atitudes. Como diz Allport, uma atitude é gostar ou não gostar de alguma coisa ou de alguém, o que influencia o nosso comportamento em relação a essa coisa ou alguém.

É no processo de socialização que a pessoa vai construindo o sistema de atitudes que pode assumir face a ideias como, por exemplo, justiça e liberdade, a situações, como exame, acidente, cena de violência, a instituições, como família, escola, Estado, a objectos materiais, como computador, automóvel, máquina fotográfica, a pessoas, como o jornalista, o político, o polícia, etc.

De acordo com o psicólogo Howard H. Kendler, a sua atitude para com a religião determinará provavelmente o que faz ao domingo de manhã. A sua atitude para com as pessoas do sexo oposto afectará, até certo ponto, a escolha da pessoa e da altura em que vai casar, se o fizer. A sua atitude para com a função do governo influenciará o seu comportamento político. A sua atitude relativamente à psicologia determinará se fará cursos suplementares sobre o tema e se virá a considerá-la como possível carreira.
Conclusão:

As atitudes são predisposições adquiridas e relativamente estáveis que levam o indivíduo a reagir de forma positiva ou negativa em relação a um objecto de natureza social.

 
CARACTERÍSTICAS DAS ATITUDES:


  • São relativamente estáveis e duradouras

  • São aprendidas.

  • Influenciam o comportamento das pessoas.

  • É mais fácil mudar uma atitude acerca de um objecto, pessoas e a factos dos quais temos fraco conhecimento e acerca dos quais há distanciamento afectivo.

sábado, 14 de abril de 2012

FICHA DE VERIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS

Clica aqui para aceder à ficha de escolha múltipla sobre a inteligência.

Aqui podes aceder à ficha de trabalho de verdadeiros e falsos sobre os temas da inteligência e percepção.

ATENÇÃO

Encontram-se disponíveis em "documentos para download" os PPT sobre a Inteligência e a Percepção.

Veja aqui as ilusões de Octávio Ocampo

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ilusões Ópticas


O termo Ilusão de óptica aplica-se a todas ilusões que "enganam" o sistema visual humano fazendo-nos ver qualquer coisa que não está presente ou fazendo-nos vê-la de um modo erróneo. Algumas são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo.
As ilusões de óptica podem surgir naturalmente ou serem criadas por astúcias visuais específicas que demonstram certas hipóteses sobre o funcionamento do sistema visual humano. Imagens que causam ilusão de óptica são largamente utilizados nas artes.
                 CONFLITO NO CÉREBRO - Tente ler

                 Clica aqui

ILUSÕES DE ÓPTICA

DIVERTE-TE E APRENDE
                     

                           
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ILUSÕES DE ÓTICA


domingo, 18 de março de 2012

A percepção dos animais às CORES

O homem não é o único ser vivo que tem o benefício de ver o mundo às cores. Os animais têm poder visual, por vezes superior ao dos humanos, que lhes permite serem também portadores deste privilégio. Ao contrário do que se pensa, estejam em terra, no ar ou no mar, os animais adaptam-se às condições do seu habitat captando as cores necessárias à sua sobrevivência.
 
 
O aparelho óptico dos animais desenvolve-se de acordo com as suas necessidades (posição de caça ou de caçador) e é condicionado por vários factores (localização do habitat, clima e ambiente). Como no exemplo dos animais marinhos, que vivem nos fundos oceânicos onde a luz é baixa e a côr pouca, o que se pode tornar perigoso para a sua sobrevivência, o olho do peixe é desenvolvido para garantir a sua segurança no escuro.
Todas as imagens que os animais vêem, são captadas por células nervosas: cones e bastonetes. A quantidade destes dois componentes da retina (elemento do olho) é definida na evolução de cada um, enquanto se adapta às exigências básicas do seu habitat, os cones responsáveis pela visão diurna e os bastonetes, por serem sensíveis à luz, pela nocturna. Isto justifica o facto de os seres humanos, por terem um grande número de cones, verem melhor de dia do que de noite e, pelo contrário, os restantes seres vivos pelo imenso número de bastonetes, se destacarem melhor no escuro do que na claridade, por exemplo, a coruja.
Os animais poderão ser mono, di, tri e tetracromáticos, o que significa que poderão ver uma, duas, três ou quatro cores respectivamente, não incluindo a combinação de umas cores com as outras. Exemplos deste fenómeno são: os invertebrados que apenas percebem o violeta, índigo, azul, e tons esverdeados; as aves que sendo tetracromáticas percepcionam cores que o ser humano não consegue captar -uma série de lilases- úteis para a caça, o que as torna aptas para distinguir alimentos através da tonalidade da cor; os gatos dicromáticos; os cães, tricromáticos, que percepcionam cores de azul e amarelo têm um óptimo desempenho no escuro visto que também vêm uma escala de branco e cinzas; as abelhas que encontram o seu alimento pela radiação ultra-violeta; os ratos e os peixes, que sendo monocromáticos, apenas vêm o azul e azul-esverdeado; por fim os touros, e para desmitificar a associação feita nas touradas ao vermelho, este apenas fica irritado por que lhe apertam os testículos antes de ele partir para a arena, não tendo nada a ver a sua inquietação e irritação com a cor vermelha mas sim com nervosismo e dor que o animal sente.
Sendo percepção o processo mediante o qual a informação sensorial é activamente recebida, organizada e interpretada pelo cérebro, é fácil de compreender o porquê de existirem diversas diferenças na vida dos seres vivos, como é referido em cima.
[http://www.mundocor.com.br/cores/visao_animais.asp;

Macacos que sabem fazer contas


“Segundo um estudo realizado na Alemanha, na Universidade de Tübingen, os Macacos-rhesus (Macaca mulatta) conseguem resolver operações matemáticas simples.

Neste estudo, os macacos tinham de reconhecer um determinado número de pontos que apareciam num ecrã e compará-los com outras séries de pontos, distinguindo as figuras com mais objectos das que tinham menos objectos.

Para garantir que os macacos não decoravam apenas as figuras, os investigadores utilizaram diversas representações gráficas e os resultados foram surpreendentes. Os Macacos-rhesus acertaram em 90 % dos casos.

Os investigadores chegaram então à conclusão que a matemática foi uma vantagem evolutiva. Se os macacos souberem escolher a árvore com mais frutos ou conhecer o número de elementos do seu grupo e podê-lo comparar com outros, a sobrevivência é-lhes sem dúvida facilitada.”


Pesquisa realizada por:
Ana Valente - 12º C
Joana Reis - 12º C

inteligência emocional aplicada ao trabalho

“Segundo o psicólogo americano Daniel Goleman, conhecimento técnico não é garantia de sucesso. Após estudar cerca de 500 organizações em todo o mundo, Daniel concluiu que os profissionais que mais conquistavam sucesso em suas carreiras não eram os mais inteligentes ou com mais conhecimento académico, mas sim aqueles capazes de lidar com as emoções de forma favorável, canalizando-as para a realização de um objectivo. Eram aqueles que sabiam trabalhar com Inteligência Emocional (I.E.).

A I.E. baseia-se em alguns pilares específicos, que são: auto-consciência, motivação, persistência, empatia e entendimento e habilidades sociais. Podemos pensar que ela apenas nos ajuda a controlar as emoções, mas a Dra. Márcia Resende, psicóloga, coach e advanced trainer em PNL, garante que não é bem assim: “conhecê-las é mais sábio do que controlá-las. Controlar é uma tensão desnecessária, gerir emoções é a grande oportunidade que a Inteligência Emocional proporciona, além de propiciar que elas sejam usadas de forma mais favorável ao indivíduo. Esse é o objectivo maior da I.E., saber como aprender com todas as emoções. Exemplo: a raiva pode ensinar uma pessoa a posicionar-se. Também temos de considerar que toda emoção tem uma intenção produtiva, assim como a raiva pode ter a intenção de valorização, o medo pode ter a intenção de proteger. Descobrir a intenção por trás de uma emoção facilita a mudança da mesma.”
A I.E. pode sofrer influência do ambiente em que uma pessoa é criada, porém, convém realçar que ela pode ser desenvolvida sob o aspecto pessoal por meio da auto-consciência e da auto-gestão. “Sob o aspecto social, pode-se desenvolver a consciência social e a gestão de relacionamentos. Toda competência emocional pode ser aprimorada, mediante o emprego da conduta correcta”, garante o professor Marcos Alberto de Oliveira, coordenador técnico dos cursos de pós-graduação em Gestão Estratégica de Projectos e Administração de Empresas da FAAP.

Acredita-se que, hoje em dia, o êxito no emprego está fortemente atrelado ao grau de Inteligência Emocional do profissional. Nunca se falou tanto em trabalho em equipa, iniciativa, liderança, empatia e flexibilidade como se tem falado actualmente, e, nesse sentido, a I.E. é fundamental para o desenvolvimento no ambiente de trabalho. “Ela coordena as relações, e o sucesso é composto dos resultados de relações, interacções e comunicação. Nesse contexto, temos maior oportunidade de expressar a habilidade para gerir as emoções. Quanto mais habilidade, maior será o seu sucesso”, garante a Dra. Márcia.

Marcos Alberto diz que tão importante quanto a formação, a especialização e a nossa inteligência, é a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros. Dra. Márcia complementa: “um profissional que lida bem com suas emoções, comunica melhor, respeita mais as pessoas e as suas escolhas, inspira os demais e sabe alcançar suas metas. Construir estratégias e gerir as emoções favorece o amadurecimento profissional. As empresas teriam melhores resultados se utilizassem essa estratégia, mas como nem sempre isso acontece, cabe ao profissional procurar formas de lidar com as suas emoções para crescer, seja por meio de um coaching ou de um curso específico.”

A Inteligência Emocional interfere, também, na tomada de decisão. Se pensarmos nas emoções como condutoras para determinadas atitudes, quando desenvolvemos a habilidade de nos distanciarmos de um contexto e identificamos nossas próprias emoções, conseguimos canalizá-las de uma forma mais positiva e a tomada de decisão se torna mais assertiva e consistente. Decisões pautadas em emoções limitam a percepção da realidade e podem comprometer os resultados.

“Quando um indivíduo desenvolve a capacidade de identificar suas emoções, poderá utilizar esse autocontrole para se sair bem diante das dificuldades nos relacionamentos pessoais e profissionais. Essa capacidade afecta tanto as decisões pessoais quanto as colectivas. As pessoas raramente nos dizem em palavras aquilo que sentem, porém este sentimento não declarado interfere, sim, na tomada de decisão”, declara Marcos Alberto.

Recentemente, ouvimos muitos especialistas dizerem que profissionais são contratados por suas competências técnicas, mas sempre são demitidos por comportamento. Esse fato está, mais uma vez, atrelado à dificuldade de gerenciar as próprias emoções. “O mais interessante é que grande parte dos profissionais continua investindo no desenvolvimento técnico e se esquecendo da importância das relações interpessoais, que representam mais de 80% das nossas actividades. Estamos em contacto com seres humanos o tempo todo. Saber lidar com as nossas emoções e com as das pessoas que estão em nossa volta tornou-se essencial para o desenvolvimento profissional”, analisa a Dra. Márcia.

Marcos Alberto diz que “é claro que as aptidões necessárias para se ter êxito começam com a força intelectual, mas as pessoas também precisam de competência emocional para concretizar todo o potencial de seu talento. A razão pela qual não se obtém a utilização de todo o potencial de uma pessoa está na incompetência emocional.”

Nesse sentido, o modo de se comunicar, de causar empatia e de se associar às pessoas ganha grande destaque. Também aqui as emoções dão o direcionamento para o sucesso das relações, pois quanto mais o ser humano sente-se compreendido, melhor será a comunicação. E para isso, tão importante quanto saber falar e se expressar, é saber ouvir.”

Fonte: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/6006-inteligncia-emocional-aplicada-ao-trabalho (adaptado)
Pesquisa elaborada por:
Ana Vasques, 12ºC

“Rain man – Encontro de Irmãos” - Um clássico a não perder.

O visionamento do filme surge no contexto do estudo dos temas Cérebro e Inteligência por forma a mostrar a relação entre a constituição e funcionamento do cérebro com o comportamento, assim como facto de a inteligência humana poder assumir diferentes e variadas formas.

A acção começa quando Charlie Babbitt (Tom Cruise), um homem, cujo negócio está por um fio, recebe a notícia da morte de seu pai. Este, dirige-se à cidade onde cresceu, acompanhado da sua namorada Susanna (Valeria Golino) para estar presente no funeral do falecido pai. Numa conversa com Susanna, Charlie confessa que ao longo dos anos a sua relação com o pai foi deteriorando, chegando mesmo a perderem o contacto. Quando Charlie, após um encontro com o advogado do pai, descobre que a sua herança é o carro descapotável Buick de 1948 e um canteiro de
rosas, exactamente as causas do seu afastamento, revolta-se e decide que irá descobrir a pessoa mistério à qual foram deixados os 3 milhões de dólares, decidido em receber a sua parte.
Depois de alguma insistência, Charlie finalmente descobre que o dinheiro foi deixado a alguém de uma instituição Walbrook. Imediatamente, dirige-se a esta onde acaba por encontrar Raymond Babbitt (Dustin Hoffman) o seu irmão autista. Charlie, até agora desconhecendo que tinha um irmão, define um novo plano: irá levar Raymond consigo chantageando o dono da instituição a conceder-lhe metade dos 3 milhões. Iniciam então, uma viagem, que começando por interesse, passa do ambiente esgotante que é viver com um autista sem o compreender, sem entender as suas rotinas, as suas peculiaridades, a sua personalidade e maneira especial de comunicar, para um ambiente de compreensão e amizade, onde, ultrapassando desafios e obstáculos, se criam intensos laços de amizade e ternura que chegam mesmo a ser comoventes.
Os dois irmãos, nesta crescente descoberta, acabam por se ajudar mutuamente, Raymond, servindo-se da sua incrível capacidade de cálculo matemático, consegue ganhar uma pequena fortuna num casino, possibilitando o pagamento das dívidas do irmão. Enquanto que Charlie mostra a Raymond o que é o mundo real e como é a vida fora das quatro paredes do seu quarto.
Charlie decide lutar pela custódia do irmão, mas, visto que o seu grau de autismo o obriga a constante vigilância, fica acordado que Raymond irá voltar para a instituição, onde poderá ter mais segurança, mantendo“Rain Man” é um filme do género dramático cuja fantástica interpretação de Dustin Hoffman nos desvenda um mundo único e isolado – a vida de um autista. É caracterizado por dizer as mesmas frases várias vezes; por ter certos medos ou traumas (no filme: tinha medo de andar de avião e medo da água quente); pela sua imensa memória – armazenam quantidades enormes de factos (decorou parte da lista telefónica); pelo seu raciocínio matemático genial; pela capacidade de desenhar muito pormenorizadamente certos objectos (Raymond - casas); pelas suas rotinas (os programas de televisão que tinha irremediavelmente de ver, o facto de quando chovia não sair à rua, a comida ser a mesma dependendo do dia da semana que era, etc.); o facto de evitar o contacto físico e o olhar nos olhos; as expressões que utiliza (por exemplo: quando acontecia algo mau dizia “oh-oh”, e em vez de dizer “Sim”, dizia: “Ye”); o facto de não perceber metáforas, ironias ou sarcasmos; a dificuldade em comunicar; a não compreensão de certos conceitos da sociedade (por exemplo o conceito de dinheiro); e o facto de por vezes se descontrolar, desatando a gritar e a tentar magoar-se. sempre a relação com o seu irmão.
“Rain Man” é um filme do género dramático cuja fantástica interpretação de Dustin Hoffman nos desvenda um mundo único e isolado – a vida de um autista. É caracterizado por dizer as mesmas frases várias vezes; por ter certos medos ou traumas (no filme: tinha medo de andar de avião e medo da água quente); pela sua imensa memória – armazenam quantidades enormes de factos (decorou parte da lista telefónica); pelo seu raciocínio matemático genial; pela capacidade de desenhar muito pormenorizadamente certos objectos (Raymond - casas); pelas suas rotinas (os programas de televisão que tinha irremediavelmente de ver, o facto de quando chovia não sair à rua, a comida ser a mesma dependendo do dia da semana que era, etc.); o facto de evitar o contacto físico e o olhar nos olhos; as expressões que utiliza (por exemplo: quando acontecia algo mau dizia “oh-oh”, e em vez de dizer “Sim”, dizia: “Ye”); o facto de não perceber metáforas, ironias ou sarcasmos; a dificuldade em comunicar; a não compreensão de certos conceitos da sociedade (por exemplo o conceito de dinheiro); e o facto de por vezes se descontrolar, desatando a gritar e a tentar magoar-se.

Curiosidades:

“Rain Man” de Barry Levinson, (1988), recebeu vários prémios, entre eles:

Óscar de: Melhor Filme, Melhor Direcção (Barry Levinson), Melhor Actor (Dustin Hoffman) e Melhor Guião.
Globo de Ouro nas categorias de: Melhor Filme (drama) e Melhor Actor, Dustin Hoffman.
 
 
O Método de Dustin Hoffman
Os produtores de “Rain Man”queriam ter a certeza que o filme era correcto e verdadeiro na caracterização do autismo, então para se preparar para este papel, Dustin Hoffman encontrou-se com vários autistas (Joseph Sullivan e Kim Peek, por exemplo), pesquisou sobre a doença, e estudou durante horas os documentários sobre autistas.
Preparou-se de tal maneira, que no filme, vê-se que conseguiu sair da sua pele para entrar noutra. Dustin veste uma diferente personalidade, maneira de andar, de falar, de olhar e até de sentir. Encarnou tão bem esta personagem, que durante meses, manifestava ainda tiques característicos dela.
Realizado por:
Raquel Guiomar,  12º C
Observa aqui as ilusões de OCTAVIO OCAMPO

PERCEPÇÃO



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Documento de apoio ao estudo da INTELIGÊNCIA

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O que é a psicologia