terça-feira, 11 de outubro de 2011

O MÉTODO PSICANALÍTICO

Freud constatou que a hipnose era um método terapêutico limitado por 3 motivos:
é Nem todas as pessoas eram suscetíveis de serem hipnotizadas;
é Os resultados não eram duradouros, uma vez que as resistências pessoais eram evitadas e não analisadas;
é O doente não era ativo na sua cura.
   Estas limitações levaram Freud à descoberta de um novo método de exploração do inconsciente: o método psicanalítico.

  Sucintamente, a psicanálise, enquanto terapia, baseia-se nos procedimentos seguintes:
é Associações livres de ideias;
é Interpretação dos sonhos;
é Análise dos atos falhados;
é Processos de transferência
 Vamos agora falar mais profundamente destes procedimentos:
1. Associações livres

O paciente deveria dizer livremente o que lhe vinha à mente, expressar os afectos e as emoções sentidas, sem se preocupar com uma descrição lógica ou com o sentido das suas afirmações, num processo de associações livres.
Freud começou por constatar que bastaria despertar na consciência as recordações recalcadas para permitir libertar as emoções congregadas em torno dos sintomas.
Com a ajuda do psicanalista, o paciente iria descobrir a linha explicativa dos seus sofrimentos.
O paciente devia reviver terapeuticamente o seu passado, numa viagem à infância, onde estão, segundo Freud, as raízes dos problemas. O objectivo seria recordar ou reviver os acontecimentos traumáticos recalcados, interpretá-los e compreende-los, de forma a dar ao ego a possibilidade de um controlo sobre as pulsões.
2. Interpretação dos sonhos

Segundo Freud é a "realização disfarçada de um desejo recalcado". Neste sentido, o sonho não é um retrato fiel do que se passa no inconsciente, pois as imagens que ele nos apresenta têm o valor de símbolos e, como tal,carecem de leitura adequada. Essa leitura tem que ser feita pelo psicanalista, já que a sua especialização e experiência lhe permitem estar familiarizado com a linguagem simbólica e com os mecanismos do inconsciente humano. Assim, Freud pretende ir além do que o conteúdo manifesto (descrição feita pelo pacientedaquilo que recorda da história vivida no sonho) e descobrir o conteúdo latente dos sonhos (sentido oculto do sonho, resultante da interpretação simbólica feita pelo psicanalista).
3. actos falhados
 
Os actos falhados resultam da interferência de intenções diferentes que entram em conflito. São os desejos recalcados que dão origem aos actos falhados.
Exemplos:
Esquecimento de chaves, carteira, casaco, agenda,
pequenos lapsos e trocas de palavras
Os actos falhados, segundo Freud, tem um sentido positivo. O psicanalista pode encontrar nestes lapsos um bom apoio na exploração do inconsciente, uma vez que eles podem-nos abrir pistas para encontrarmos recalcamentos e desejos inconscientes que são causa de patologias.
4. Processo de transferência
 
É uma relação especial estabelecida durante o tratamento entre o psicanalista e o paciente em que este revive as situações da infância como se estivessem presentes nesse momento.
Dá-se então uma actualização de sentimentos e emoções como desejos, medos, ciúmes, invejas, ódios, ternura e amor, que na infância eram dirigidos aos pais e irmãos e que agora são transferidos para a relação com o analista.

Assim, a transferência pode ser positiva ou negativa, conforme o tipo de sentimentos relativos ao terapeuta.
  O psicanalista, sentindo e compreendendo (através deste processo), esta passagem de sentimentos, vai, pela interpretação, devolver ao paciente a ligação desses sentimentos transferenciais com o que se passou na sua infância (contra-transferência)
  Sintese elaborada por:
 Rita Neves nº26; 12ºB
 Verónica Guedes nº28; 12ºB
 Sara Canteiro nº32; 12ºB

O que é a psicologia